número 65 / 2025
Cada ano, o dia em que finalmente publicamos o novo volume da nossa revista online é um dos dias mais felizes de todo esse ano. Porque temos a consciência de que, com as nossas limitações, damos deste modo, apesar disso, um contributo válido e duradouro não só para a continuidade do prestígio que a revista granjeou, como sobretudo para o enriquecimento da cultura no nosso país. Não só no domínio da antropologia em sentido estrito - a qual é a nossa matriz, e só por si um campo vastíssimo – mas no das ciências sociais e humanas em que aquela área científica se integra, e em cujo seio ganha toda a sua verdadeira força.
Sem os artigos que os/as nossos/as autores/as nos propõem ou nos oferecem os Trabalhos de Antropologia e Etnologia não teriam o valor que manifestamente têm. Por isso para cada um/a deles/as o nosso muito obrigado pela confiança em nós depositada. Como é sabido, a partir já do volume de 2023, os TAE tornaram-se um periódico cujo conteúdo é revisto por pares, de forma aberta e não “cega” (os artigos propostos são revistos por colegas que têm conhecimento dos/as respetivos/as autores/as, e, por sua vez, estes/as também sabem quem fez a revisão dos seus traba-lhos). Trata-se, cremos, de um método transparente, que enriquece a revista, apesar dos evidentes atrasos que implica toda a troca de corres-pondência com revisores, autores, etc. – são os “ossos do ofício”, inevitáveis. O que nós desejamos é que os TAE sejam, na diversidade de temas que abordam, verdadeiramente inovadores e úteis a uma grande variedade de leitores, tanto aqueles que sobretudo procuram determinadas informações, como aqueles que buscam algo mais abstrato, que está antes e depois dessa atitude, sempre: como procurar. Porque a forma de procura deter-mina obviamente o que se encontra. E felizes daqueles/as que encontram também o que não procuravam. Porque é nessa aparente deriva que o ato cultural acontece. Sempre como uma surpresa recompensadora, torna o tempo despendido em tempo ganho, e retrospetivamente ilumina a nova luz o caminho andado. Que cada um de vós encontre aqui o seu lugar procurado. E, se isso não acontecer, que se sinta motivado/a para então o construir, através de um novo artigo a escrever para o volume do próximo ano. São os nossos votos. É preciso acima de tudo preservar a alegria da descoberta. Vítor Oliveira Jorge Diretor da revista |
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Preâmbulo Correspondência entre A. Jorge Dias e Alfredo Margarido João Leal & Catarina Belo Full-Bodied and Spaced-Out: Social Class in the Common(er) making of a Village in Portugal's Port Wine Region Shawn S. Parkhurst Contando "Mentiras", "Contrabandeando" Histórias: pela Canonização Tardia de Zora Neale Hurston Guilherme Borges Laus Relaciones de Cuidado en La Vejez: Deterioro, Medios y Control Álvaro Alconada Romero O Futuro como Objeto de Estudo Antropológico: Ensaio sobre o Caso da Implementação da Saúde Digital em Portugal José Carlos Pinto da Costa Cuidar com a Natureza. Contribuições para um Jardim Terapêutico no Espaço Hospitalar Marina Lencastre, Diogo Guedes Vidal, Hélder Silva Lopes, Irene Monteiro, Marisa Regada, Susana Bandeira & Paulo Farinha Marques O Fim da Ideologia, a Ideologia do Fim Alenka Zupančič A Clínica com Imigrantes: Algumas Competências Descritas por Profissionais da Área Simão Mata & Luís Fernandes Qual Mestre? Aristóteles, Hegel e o Avesso da Psicanálise Fernanda Leite Machado El Estudio de las Relaciones entre Organización Social y el Arte Paleolítico en Cantábria Madelín Zeida Pupo Santiesteban O Período Neolítico em Plena (R)Evolução Jean Guilaine Imago Mundi. The Synthetic Elements of the Landscape: a Digression through Archaeological Thought Mara Beatriz Agosto "Somos Comunidade Tradicional […] tem o Laudo Antropológico Comprovando”: Análise Crítica do Discurso de Pescadores Artesanais do Delta do Parnaíba Frente às Pressões Socioambientais José Machado Moita Neto, Mairton Celestino da Silva & Geraldo Barboza de Oliveira Junior Diásporas Laborais e Mémórias Vegetais: a Cana-de-Açúcar na Madeira e o Ananás nos Açores Cristiana Bastos Entrevista: Acerca da Inteligência Artificial. Algumas Perguntas da Nossa Revista ao Prof. Doutor Luís Moniz Pereira D O S S I Ê CRENÇAS E SEUS OBJETOS MATERIAIS. COLÓQUIO INTERDISCIPLINAR Preâmbulo e Programa Espaço e Imagens como Alicerces de uma Abordagem Ontológica da Arte Rupestre do Paleolítico Superior André Tomás Santos Varziela — do Comunitarismo Agro-Pastoril às Redes Sociais Álvaro Domingues Tudo é Saúde, a Saúde é Tudo e a Senhora da Saúde é uma Mãe para Tudo. Estratégias de Saúde no Culto à Senhora da Saúde em Portugal Pedro Pereira "Objetos Materiais" ou Documentos que Veiculam Crenças? Armando Malheiro Silva & Teresa Silveira RECENSÃO José d’Encarnação |
